HELICONIACEAE

Heliconia richardiana Miq.

Como citar:

Maria Marta V. de Moraes; . 2011. Heliconia richardiana (HELICONIACEAE). Lista Vermelha da Flora Brasileira: Centro Nacional de Conservação da Flora/ Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

LC

EOO:

2.584.722,897 Km2

AOO:

188,00 Km2

Endêmica do Brasil:

Detalhes:

No Brasil, a espécie ocorre nos biomas Mata Atlântica e Amazônia, nos Estados da Bahia, Espirito Santo, Pará e Amazonas (Braga, 2012). A espécie não é endêmica do Brasil, ocorrendo também na Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa (Braga, 2008). A espécie foi registrada em altitudes que variam do nível do mar até cerca de 700 m (Braga, 2008).

Avaliação de risco:

Ano de avaliação: 2011
Avaliador: Maria Marta V. de Moraes
Revisor:
Categoria: LC
Justificativa:

A espécie tem ampla distribuição,em países da América do Sul e Brasil, ocorrendonos biomas Mata Atlântica e Amazônia.

Perfil da espécie:

Obra princeps:

Heliconia richardiana é caracterizada pelo arquétipo musóide, inflorescência ereta, brácteas espiraladas, laxas, persistentes e conduplicadas, flores ressupinadas, perianto geniculado, sépala dorsal circinada e frutos imaturos vermelhos ou raro alaranjado (Braga, 2008).

Valor econômico:

Potencial valor econômico: Sim
Detalhes: A espécie apresenta potencial valor ornamental, porém ainda é pouco difundida nos jardins convencionas. Seu cultivo ocorre quase exclusivamente em coleções especializadas (Braga, 2008).

Ecologia:

Biomas: Amazônia, Mata Atlântica
Fitofisionomia: A espécie habita margens de rios e igarapés associados a Florestas Ombrófilas Densas na região Amazônica. Nos Estados da Bahia e Espirito Santo, é observada em remanescentes florestais de Florestas Ombrófilas Densas e Florestas Estacionais Semideciduais, como os "tabuleiros", associadas a Mata Atlântica. Aparentemente, é seletiva de áreas sombreadas no interior das florestas ou em bordas úmidas e de solos preferencialmente argilosos encharcados. Foi registrada por Amorim et al. (2008) em áreas de solo alagado na Reserva Biológica de Una, na Bahia. Ocorre também em áreas de transição entre fitofisionomias (Tensão Ecológica) (CNCFlora, 2011). A espécie ocupa extensas áreas de ocupação, podendo ocorrer em florestas com estágios distintos de sucessão, como capoeirões, cabrucas, bordas de mata e roçados (Braga, 2008).
Habitats: 1.6 Subtropical/Tropical Moist Lowland, 1.9 Subtropical/Tropical Moist Montane
Detalhes: Planta herbácea, musóide (Braga, 2008), habita margens de rios e igarapés associados a Florestas Ombrófilas Densas na região Amazônica. Nos Estados da Bahia e Espirito Santo, é observada em remanescentes florestais de Florestas Ombrófilas Densas e Florestas Estacionais Semideciduais, como os "tabuleiros", associadas a Mata Atlântica. Aparentemente, é seletiva de áreas sombreadas no interior das florestas ou em bordas úmidas e de solos preferencialmente argilosos encharcados. Foi registrada por Amorim et al (2008) em áreas de solo alagado na Reserva Biológica de Una, na Bahia. Ocorre também em áreas de transição entre fitofisionomias (Tensão Ecológica) (CNCFlora, 2011). A espécie ocupa extensas áreas de ocupação, podendo ocorrer em florestas com estágios distintos de sucessão, como capoeirões, cabrucas, bordas de mata e roçados (Braga, 2008).

Ameaças (1):

Estresse Ameaça Declínio Tempo Incidência Severidade
1 Habitat Loss/Degradation (human induced)
As subpopulações localizadas na região Norte do Brasil (Pará, Amazonas e talvez Amapá, se o registro da espécie neste Estado for confirmado) parecem ocorrer em regiões que vêm sofrendo drástica redução das suas florestas. No restante de sua EOO, as subpopulações parecem estar estáveis, pois ocorrem em diversos ambientes, de diferentes estágios de sucessão e graus de perturbação, ocupando extensas áreas em seu habitat (Braga, 2008).

Ações de conservação (2):

Ação Situação
1.2.1.3 Sub-national level
​A espécie foi considerada "Vulnerável" (VU) em avaliação de risco de extinção empreendido para a flora do Estado do Espirito Santo (Simonelli; Fraga, 2007).
Ação Situação
6 Other
Avaliação de risco de extinção do especialista Braga (2008) considerou a espécie de "Menos preocupante" (LC), uma vez que se encontra amplamente distribuída na América do Sul, além de ter sido registrada dentro de diversas unidades de conservação (SNUC) no Brasil (Braga, 2008). Espécie amplamente distribuída e com extensas áreas de ocupação, podendo ocorrer em florestas com estágios distintos de sucessão, capoeirões, cabrucas, bordas de mata ou roçados. H. richardiana ocorre em várias unidades de conservação (SNUC) na Bahia e Espírito Santo. No Amapá e Pará a espécie pode ser categorizada como "Vulnerável" (VU), pois as suas subpopulações estão localizadas em regiões que vêm sofrendo drástica redução das suas florestas.